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Estalos de Leitura #12 – Rafael de Campos

A consciência moral, diferente da consciência, é o ato de repensar, de retomar o que já foi pensado e vivido. É aquela interação entre “mim e mim mesmo” como um autoexame de tudo o que falo e faço, para não cair em contradição. Esse ato depende unicamente de darmos início ao “solitário diálogo sem som a que chamamos de pensamento”. *estalos de leitura in: Hannah Arendt, Pensamento e considerações morais.

Há licenciosidade e cinismo – condição despertada pela falta de pensamento e crítica – nas manifestações políticas populares. Não aprenderam a pensar e, como necessitam de doutrina ou ‘espelho’ para tal, invertem os valores cívicos e tornam a violência em “novo valor”. Transformam a Piedade em impiedade e tornam-se ameaça real a democracia.

Normalmente, pessoas insistem em achar que sua leitura da vida é um “sólido axioma”. Confundem a insana busca de conhecimento com a faculdade humana do pensamento. Tornam suas opiniões caixas fechadas da verdade e revolvem-se quando alguém lhe é contrário. Buscam doutrinas ao invés de experiências no “todo do mundo”. Já é sabido que o pensar é um duro fardo ao ser humano e que tudo o que é “pensado” por nós, tendo mínimo de coerência com nosso senso comum, se torna doutrina – assim, se perde à experiência.

Triste foi saber de igrejas que antes eu acreditava não estarem contaminadas pelo discurso gospel fascista e extremista. Igrejas da qual cresci ouvindo sobre o amor de Cristo, tomarem posição factual acerca de um discurso de ódio e, de praxe, levando pessoas a crerem em seu monólogo – quando política se faz em diálogo plural.
Triste foi saber por amigos sobre o discurso de um pastor tão centrado, que descentrou-se e desmiolou-se por causa de previsões de pautas políticas ante PT e anti-esquerda.
Triste foi saber que tal homem, mais a sua instituição, “jorraram” palmas acerca desse discurso de ódio.
Triste foi saber que ele nem deu ouvidos a quem (membros) não pensa como ele – a saber falou em nome de um presidenciável.
Triste foi saber que ele desferiu “o peso de Deus” sobre aqueles que votariam contrário ao que ele discursava.
Triste saber que o seu púlpito foi manchado por ele mesmo com baboseiras que o condenam em sua autoridade.
Triste saber que igrejas evangélicas leem a bíblia a seu bel prazer e esquecem que Jesus, o centro das escrituras, foi anunciado como o príncipe da paz e não o contrário.
Que os seus discursos, suas previsões os defenda e os exponha. 

Rafael de Campos

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com

 

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