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Estalos de Leitura #11 – Rafael de Campos

Hannah Arendt, perguntada se ainda há sentido na política, irá dizer que sim! O sentido da política é a liberdade, que se atrela à expectativa de milagre — não o religioso, mas no fato de que todo homem ao nascer, todo novo início, é uma nova oportunidade de agir (lat. agere) e de realizar o improvável e o imprevisível.

“Para arrumar uma nova vida, é preciso se livrar da outra”… Sara Bairelles

Violência que fala já é violência que quer justificação para se impor como “não violência” – o cúmulo da violação racional.

violência

Pensar! Um fenômeno psíquico que produz o “ser”. Para tal, é preciso apreensão do objeto. Pensar em algo é apreender algo, é tomá-lo em pensamento, aplicar-se a compreende-lo. Isso diz respeito à política tanto quanto à moral.

hannah

“O poder dos reis funda-se na razão e na loucura do povo; muito mais, porém, na loucura”. Blaise Pascal

Explicitamente a religião (da fé transcendente e do livro sagrado) se tornou uma ideologia; e porque se tornou uma ideologia, é parte e tem lado político evidente.
A religião deixou a secularidade (separação das esferas religiosa e pública) e passou a mover-se pelas vias do mundo secular (assumiu que ideologia e dogma são funcionalmente equivalentes). Consequentemente, a religião por aderir “paixões religiosas”, pode ser (e é) um instrumento de distinção política que, agora como ideologia (portanto, pervertida), mostra seu fanatismo. Portanto, vê-se que religião e política se discute! Por ter lado, é cativa dos erros (mesmo seguindo a suposta infalibilidade); luta por um tipo de mundo (incomum a todos); tem enfoques sociais e por isso pode transformar-se em mero pretexto para violência (ou acirrar a violência). E, concluindo, por estar agora envolvida secularmente, reativa o instrumento medieval político de medo: o inferno, isto é, uma vez não seguindo o lado certo aqui na terra, é entregue ao sofrimento eterno . É quase uma eliminação da vida pública em comum.

Uma coisa se desdobra, como fato, em questões políticas à lá brasileira: “nenhuma boa vontade de hoje assegura a boa vontade de amanhã”. Isto é, a boa vontade política atual, de alguns, não assegura e determina o curso do ‘mundo brasileiro’ para o amanhã.

Rafael de Campos

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com

 

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