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Pensamentos Aleatórios #66

Depois que a poeira abaixar, as eleições terminarem, as gritarias cessarem, as paixões arrefecerem, as ofensas diminuírem, os ânimos se acalmarem, talvez sobrem alguns cacos sobre os quais possamos tentar reconstruir relações de paz. Até lá, se proteja do tiroteio e tente ficar vivo.

Na maioria das vezes, quando estamos alterados nas emoções, nos sentimentos, a tomada de decisão fica prejudicada por causa do calor do momento. Não é bom escolher coisas importantes em momentos de alvoroço, histerismo, nem em momentos de tristeza profunda, de mal estar. Quantos casamentos foram iniciados assim e se perderam no caminho justamente por falta de sobriedade na decisão inicial? Daí você ouve a pessoa dizendo: “Eu pensei que conhecia ele (a)”! Quantos aceitaram prontamente uma nova oportunidade de emprego, abandonando aquele no qual estavam e, por causa da euforia do momento, tomaram uma péssima decisão? Em momentos de sentimentos polarizados, respire fundo, aguarde um pouco, deixe a poeira baixar, avalie com cuidado. Isso pode trazer muitos livramentos!

Tudo começa com a capacidade de ouvir. Ouvir em silêncio, ouvir sem interromper, ouvir com atenção, ouvir com empatia, ouvir com paciência, ouvir assimilando o contexto da fala, o conteúdo da fala, a pessoa da fala e as possibilidades de afetação do que está sendo dito. Ouvir é a premissa sempre. Há um poder curador no simples ouvir. Tanto para aquele que fala quanto para aquele que ouve com atenção, ambos são beneficiados por esse exercício. Quando ouvimos procurando brechas pra parar o outro e expôr nossa opinião, quando ouvimos já com conselhos pré-formados, quando ouvimos só por “educação”, sem nenhum tipo de absorção da realidade do outro, não há escuta de qualidade.

Algumas pessoas não trabalham por falta de oportunidade, outras por preguiça e falta de criatividade, outras ainda porque se acostumaram a receber tudo de mão beijada. Num tempo onde o acesso a internet está praticamente disponível em todos os recantos do Brasil, aprender uma nova ferramenta, empreender numa nova direção, aprender um novo trabalho está muito mais fácil do que em outras épocas.

É triste ver pessoas cuja fé secou quase que totalmente. Não confiam mais no que Jesus ensinou. E mais, se vangloriam do seu intelectualismo e ceticismo. Dão honras a si mesmos como medida de todas as coisas. É possível não ter fé e ser humilde. É possível detectar a sequidão espiritual em que se vive e pedir a Deus: “Ajuda-me na falta de fé”. Só precisa pedir e será dado. Quem bate, a porta será aberta. Quem busca, encontra. Se nós que somos maus sabemos dar boas coisas aos nossos filhos, quanto mais o Pai dará coisas boas aqueles que lhe pedem.

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Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

 

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