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Voto, Candidatos e Eleições

Como DISCÍPULO DE JESUS e LÍDER ESPIRITUAL de quem me tem como LÍDER ESPIRITUAL, o que penso sobre o voto. candidatos, eleições…

O voto é intransferível e inegociável.

Com ele o discípulo de Jesus de Nazaré expressa sua consciência como cidadão.

Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o discípulo de Jesus tem de seu País. Estado e Município;

O discípulo de Jesus não deve violar a sua consciência política.

Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um “líder espiritual” tente conduzir o voto de uma comunidade de discípulos de Jesus numa outra direção;

Os lideres espirituais têm obrigação de orientar os discípulos de Jesus sobre como votar com ética e com discernimento.

No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário.

Os lideres espirituais devem ser lúcidos e democráticos.

Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar, é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários representantes de correntes políticas possam ser ouvidos sem preconceitos;

A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza uma comunidade de seguidores de Jesus, deve levar seus lideres espirituais a não tentarem conduzir processos político-partidários no meio da comunidade, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam a comunidade em diversos partidos;

Nenhum discípulo de Jesus deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar um discípulo de Jesus ou um religioso.

Antes disso, os discípulos de Jesus devem discernir se os candidatos ditos discípulos ou que se auto proclamam discípulos ou religiosos de qualquer facção religiosa, são pessoas lúcidas e comprometidas com as causas de justiça e da verdade.

E mais:

é fundamental que um discípulo de Jesus que se candidate queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses que passam também pela dimensão política.

Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais do universo religioso.

Um discípulo de Jesus tem que ser, sobretudo, um discípulo na política e não apenas um “despachante” do mercado religioso.

Os fins não justificam os meios.

Portanto, um discípulo de Jesus quando vota não deve jamais aceitar a desculpa de que um discípulo de Jesus que exerce a política como oficio votou de determinada maneira, apenas porque obteve a promessa de que, em fazendo assim, ele conseguirá alguns benefícios para o seu universo religioso, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades ou outros “trocos”, ainda que menores.

Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesses, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência de um discípulo de Jesus, mesmo que a “recompensa seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa do Cristo. Afinal, Jesus, o Cristo, não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios. Ele preferiu o caminho da cruz;

Os discípulos de Jesus que exercem o direito e o dever do voto responsável, devem votar baseados em programas de governo, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”. Ou o sicrano não vai dar nada aos discípulos de Jesus”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os seguidores de Jesus”.

É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja, o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo.

Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos;

Sempre que um discípulo de Jesus estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato que se diz discípulo de Jesus é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é de bom alvitre que, ainda assim, se dê um “voto de confiança” a esses irmãos na fé, desde que eles tenham as qualificações para o cargo.

A fé deve ser prioritária às simpatias ideológico-partidárias.

Nenhum discípulo de Jesus deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu líder espiritual.

O líder espiritual deve ser ouvido em tudo aquilo que ele ensina sobre a Palavra e Deus, de acordo com ela.

No entanto, no âmbito político, a opinião do líder espiritual deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma “profecia divina”.

Não sou cabo eleitoral de nenhum candidato, antes, sou um eleitor responsável e consciente.

Não voto em um candidato por se declarar um religioso, antes, procuro votar em gente competente pra exercer um cargo público em nome do povo e para o povo.

A injustiça e a impunidade combate contra a paz.

Político punido é político sem mandato e isto sempre decido no voto, voto livre, responsável e consciente.

Sou pelo fim do voto obrigatório.

OBS: Texto inspirado no Decálogo do Voto Ético de autoria de Caio Fabio e alguns outros que tem a mesma compreensão, eu, Carlos Bregantim, um deles.

Carlos Bregantim
https://www.facebook.com/carlos.bregantim
carlos

 

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