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Estalos de Leitura #10 – Rafael de Campos

A religião, assim como a filosofia, nunca será “novidade” diante da facticidade, se não unir às suas formas de opinião (dogmatizadas) a condição humana em sua essência, isto é, o fato de que ‘ser humano é ser plural’. A aceitação da pluralidade humana é o único meio de fomentar para nossa existência uma novidade, algo novo diante do quadro exposto.

Será que saberíamos responder a pergunta de Michel Foucault:
“Qual governo de si deve ser o fundamento e o limite ao governo dos outros?”
Uma pergunta que desafia seu/nosso cabedal!

Quando o próprio consulado alemão alega e divulga que na Alemanha se ensina as crianças que o ‘nazismo’ foi pacto de extrema direta e, os brasileiros “retardados” discutem que não, a ponto de ameaçarem o consulado alemão no Brasil.
Como o próprio vídeo afirma: “não é uma questão de esquerda” discutir e acusar a extrema direita na Alemanha, “é uma questão de gente normal”. Eles sabem o que passaram e as marcas que conservam no país. Matéria EL PAÍS: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/13/politica/1536853605_958656.html

“Ninguém que não possa realizar o diálogo consigo mesmo, isto é, que careça do estar-só necessário para todas as formas de pensar, pode manter sua consciência moral intacta”. Hannah Arendt, in: “A Dignidade da Política”, p. 105.

Desde Sócrates, o ser humano entende o próprio aperfeiçoamento e o do mundo humano pela justa medida (virtude) de seu pensamento e sua ação como animal político (como dirá Aristóteles). Mas, o duplo desacordo das contradições lógicas e a má consciência ética tem superado o entendimento acerca do “animal político”. Ainda continuamos seres pensantes, dotados de consciência? Ou vivemos o duplo desacordo?
Nossos atos em prol do bem comum à todos é a resposta/opinião (gr. doxa) mais próxima da verdade. Até aquele seu livro sagrado empoeirado (seja qual religião for) aponta para essa doxa – ou até o logos.

“Que grande quimera, pois, é o homem! Que novidade, que monstro, que caos, que contradição, que prodígio! Juiz de todas as coisas, minhoca imbecil; depositário da verdade, cloaca de incerteza e erro; glória e refúgio do universo”. Blaise Pascal

“ Enquanto pulsar uma gota de sangue em seu coração absolutamente livre, dominador do mundo, a filosofia sempre clamará a seus opositores as seguintes palavras de Epicuro: ‘Ímpio não é quem elimina os deuses aceitos pela maioria, e sim quem aplica aos deuses as opiniões da maioria’. ” *Karl Marx, in: Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e a de Epicuro.

Um pouco de quem é o HOMEM, na visão filosófica…

o homem

Ainda insisto: a virtude de um estadista, visando a tradição, num olhar grego, seria o de “compreender o maior número e a maior variedade possível de realidades” (gr. dokei moi) e “como essas realidades se abrem às várias opiniões dos cidadãos”, sendo capaz de comunicar-se entre opiniões e os cidadãos, “de modo que a qualidade comum deste mundo se evidencie” – isso seguindo Arendt. Utópica realização; mas utopias ferem, a contra-senso, as ações vigentes tidas como bom-senso.

Você que se acha tão “político” (que luta pelo bem comum da pólis, mediante o diálogo), porque custa compreender à verdade inerente à opinião do outro? Bom, primeiro, ou você prefere “a ininterrupta competição de todos contra todos”; ou não sabe articular o mundo comum, assim como aparece para o outro, isto é, como ele se abre diferente para cada homem e mulher.

É preciso “um mínimo” de conhecimento da vida, dos maus discursos, da religiosidade indiferente, da lógica sofista popular e outros, para saber que não é preciso de alta metafísica, conhecimento profundo de ciência política, filosofia e/ou sociologia e outros para entender nossa real situação política. A condição atual do “fazer política” ignora profundamente o “bem ético”, a busca por uma vida excelente e feliz, comum a todos e garantido democraticamente. É a essência das ações de certos agentes que determina(rá) o fim ético desses “certos” candidatos executando sua candidatura.

[…]

drummond
Rafael de Campos

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com

 

 

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