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Tenho Manhãs Me Esperando

Sempre tenho manhãs me esperando
Nem sempre percebo as manhãs me esperando
E elas estão lá preparando um dia inteiro para ser conquistado.
Às vezes me aborreço porque as noites foram tensas
Porque não concluí o dia anterior
Precisava de mais horas para terminá-lo
Mas o relógio não me desaprova
Apenas ri sadicamente de me ver preocupado com ele
Quando ele apenas segue compassando segundos, minutos, horas
E todos os tempos que se buscam como pintura para a eternidade
Mas a eternidade se limpa numa manga de camisa
Como se esperasse o verde fruto deixar verter
Seus raios de maturidade para, aí, sim, fartar-se alheio ao tempo
Que também alheio, se deixa apenas repetir-se compassadamente
Sem atraso, sem pressa, relojoeiramente ajustado ao presente
Sem tempo para prever futuros ou relembrar passados

Tenho manhãs me esperando
Sempre tenho manhãs me esperando
Se não mais percebê-las
É que estarei deitado na eternidade
Tornando-me parte da terra de onde emergi.
Mas agora sossego?

Carlos Francisco Freixo
cfreixs@gmail.com
Extraído do Livro: “111”
carlos_freixo

 

 

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