Antigamente, quando alguém chamava um estudante de burro, a força conotativa dessa expressão era equivalente a problemas sérios de retardo mental, ignorância crônica, incapacidade de desenvolver o minimo de raciocínio lógico e objetivo. Essa condição, no entanto, quando de fato é o diagnóstico médico, é um quadro irreversível, decorrido de má formação do cérebro, acidente (traumatismo craniano), dentre outros motivos.

Mas, o contrário de inteligência, não é burrice, mas sim desinteligência (como na linguagem policial). Isso quer dizer que, o pior problema da maior parte dos seres humanos não é a “incapacidade de desenvolver raciocínio” (isso é estatisticamente muito pequeno), mas sim a “indisposição” de fazê-lo! Muitas pessoas são extremamente inteligentes (são capazes, tem tudo o que precisam para exercitá-la), mas agem o dia todo com desinteligência (por causa da sua morbidez intelectual advinda do não querer agir pela via da inteligência).

É preciso ser inteligente (ter a capacidade) e usar a inteligência (que poderíamos chamar de sabedoria). Usar a inteligência para pensar, analisar, criticar, refletir, ponderar, comparar, fazer sínteses, tomar as melhores decisões, falar as melhores palavras, ser oportuno, relevante, útil ao outro, desenvolver virtudes em si e emular virtudes no outro; na linguagem usada por Jesus “ser sal da terra e luz do mundo”.

Você é inteligente? Ótimo!
Você é sábio?

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Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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