Ir para conteúdo
Anúncios

Estalos de Leitura #7 – Rafael de Campos

É muito engraçado alguém que fala de liberdade de expressão mas nunca leva em conta a razão. Nesse alguém a moral se resume em liberdade sem autodeterminação. Porém, só é liberdade se for razoável. De acordo com Eric Weil, “liberdade e razão são idênticas”.

Conversando com um alguém, surgiu a questão da “dúvida” — se duvidar era algo bom para os pensamentos, seja científico, filosófico ou religioso. Depois de ouvir esse alguém afirmar que a “dúvida” era importante até encontrar a verdade ou a certeza sobre algo, e que, encontrando, era preciso parar de questionar — pois estas gerariam dúvidas — pensei alto: — Mas o que seria de nós se a filosofia e a crença aristotélica não fosse levada à cabo na idade média? Os próprios fatos históricos, seja a descoberta do sistema planetário ou a redondeza do planeta e as guerras religiosas, tudo isso posto à dúvida do pensamento moderno, ruíram com a física, a ordem realística dos conceitos aristotélico etc. A dúvida, como método, nos deu e ainda nos dá soluções para muitas dissensões e problemas. Ouvir que é preciso parar de duvidar, que é necessário fazer uma tenda em meio a verdade aristotélica do presente, é besteira de filósofo e de teólogo corrupto.
Se há fato, há verdade sobre! Mas se a verdade, após crivo da dúvida não se sustenta, que se duvide novamente. O pensamento moderno rompeu com o realismo de Parmênides à Aristóteles, até Aquino; hoje, continua rompendo por meio das novas ciências.

hannah

“[…] a pluralidade é essencial para podermos conviver politicamente. Não dá para acabar com a pluralidade. Se você tenta acabar com a pluralidade, virá genocida. Certo? Isso me parece crucial.” Judith Butler, in: ‘Vita Activa’ – Parafraseando ideias sobre pluralidade em “O Espírito de Hannah Arendt.”

‘Pensar’ deveria ser um fenômeno em tempos como o nosso, onde a política se faz mais próxima do povo. Mas, ao contrário, ‘pensar’ tem tido apenas ‘aparência’ do que de fato se manifesta como alheamento. Não há salvação para um povo que não pensa! Não existe democracia que se sustente em uma nação que opta pela alienação. Não há futuro para o idealismo boçal expresso por alguns políticos.

hannah3

Quando a “fala” perde seu sentido de “ação”, torna-se “mero palavreado” — um pretexto para a violência.

Rafael de Campos

Rafael de Campos
elfaracampos@hotmail.com

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: