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Disputa, Vingança e Ameaça

Presenciei por volta das 11h20 de hoje, uma disputa entre dois motoristas de automóvel no cruzamento da Av. Washington Luís com a Estrada da Amizade, em frente ao Prudenshopping (em Presidente Prudente SP).

Após um dos motoristas perceber a aproximação do outro veículo (que bom que não houve colisão), este buzinou com toda força, indignado com o fechamento! Sem se dar por satisfeito em apertar com toda a força o botão do alerta sonoro, numa tentativa de demonstrar de forma mais intensa sua indignação com o erro do outro, acabou tendo o impulso de avançar perigosamente em alta velocidade tomando a frente do veículo “transgressor” e freando bruscamente de forma aleatória pra lhe causar alguma irritação. Finalmente desistiu da insanidade e foi embora.

Por sorte não houveram colisões, feridos nem maiores prejuízos, mas assistir a tal situação me levou a pensar sobre o porquê estarmos tão impacientes e nervosos no trânsito.

A primeira coisa que me ocorreu foi a atitude de vingança do motorista em questão: somos muito rápidos em tentar retribuir o mal com o mal, de pagar com a mesma moeda, de tentar fazer o outro sentir o peso do prejuízo que nos causou ou do que poderia nos causar. Agimos impulsivamente pela lógica do “eu não saio por baixo”, “eu não deixo ninguém pisar em mim”, “eu não permito ninguém me humilhar antes de deixá-lo na pior”.

Sem julgar o mérito da questão, acredito que seja muito pouco provável que o fechamento do veículo tenha ocorrido como fruto da maldade do condutor, tampouco pelo desejo de querer realmente prejudicar o outro. É muito provável que tenha havido um descuido, uma desatenção, uma negligência devido a pressa ou como dizemos coloquialmente “ele poderia estar boiando, pensando em mil coisas para além das regras do trânsito”.

Tentando dar ao outro o que, supostamente, ele merecia pela ameaça que representou no fechamento do veículo, o motorista indignado duplicou a ameaça, colocando sob risco também os transeuntes e demais condutores de carros e motos à sua volta (sendo eu, um deles), o que poderia gerar maior caos e confusão com proporções totalmente desnecessárias.

Nós e nossos impulsos de agressividade! Onde vamos parar com tamanha falta de coragem para diminuir os impactos e seguir em frente?! Onde está o diálogo, a humildade e a capacidade de lidar com as aproximações e colisões inerentes à vida social que nos faz ter que lidarmos com diferenças e erros dos outros?

 

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Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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