Sentado no meio fio fica a sensação de que, pernas vão, pernas vem, algumas são levadas por suas sacolas cheias de compras, outras levadas por sua vazia existência, enquanto vários carros passam próximo, mas essa proximidade não está situada no querer importância, apenas passam e não demonstram nenhum significado para com as pernas vazias de existência. Esse rumo é carregado de complicações, onde apenas os rostos se desconhecem, se isolam, se desconfortam, mas não causa um choque de encontro demasiado, sim essa razão de subsistir, renega o caos contido ali naquelas pernas vazias de existência.

Subo no ônibus e percebo o vazio existente em cada rosto ali, parece que o cansaço chegou, revelando o desgaste nefasto. Por assim dizer a calma parece chegar, sento e percebo o carregamento em meus ombros, então me debruço a descer degrau por degrau, pausadamente, porque meu joelho ainda dói. Espero um tempo para atravessar aquela rua distante do meu lar, por isso caminho, caminho, e suspiro os “ufas” comemorando a cada passo em me guiar até meu lar. Do meio fio ao meado de um lar.

Danillo Teixeira
https://www.instagram.com/definacomo/
danillo teixeira

 

 

2 comentários

  1. Maravilhoso texto manos amados, Rodrigo e Danillo, a pura verdade diária que encontramos no dia a dia!!!!!!
    Que Deus os abençoe sempre!!!!!!!

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