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Anne with an ‘E’

Por indicação de alguns amigos comecei a assistir a série “Anne with an ‘E'” (disponível no Netflix) e a personagem principal, a Anne, simplesmente me encantou. Ela me fez rir, chorar, refletir e principalmente avaliar se talvez ela não se encaixe perfeitamente na descrição da carta aos Hebreus que diz “homens de que o mundo não era digno!” Não ignoro que o contexto do texto em Hebreus traz (essencialmente a mensagem é sobre homens e mulheres que viveram pela fé), mas penso particularmente na “humanidade” que nós, adultos podemos perder com o passar do tempo; aspectos, características, virtudes perfeitamente fáceis de se encontrar nas crianças. Talvez esses primeiros dois capítulos que assisti me deram uma noção ainda maior do porque Jesus ter trazido uma criança ao meio e ter dito: “quem não se tornar humilde como essa criança… dos tais é o Reino dos céus…”.

Anne é faladora, gosta de expressar suas ideias, é imaginativa, faz ensaios o tempo todo, cria personagens (muitos deles justamente para reescrever a própria história de dor e maus tratos), é sincera ao mesmo tempo que puramente interpretativa, tem uma relação pura e muito dinâmica com a natureza e não entende muito bem o mundo dos adultos. Ela traz um ar de filosofia e reflexão, pois não tem medo de questionar, pensar, propor novas possibilidades.

Muito dessa descrição feita acima pode ser perdido com o tempo. Parece que os problemas vão criando em nós uma crosta que nos fazem ser menos intensos, menos sensíveis, menos transparentes, menos sinceros. Corremos o risco de abafarmos nosso verdadeiro eu (criativo, cheio de potenciais, cheio de aprendizados a receber) substituindo por um personalidade triste, solitária e vazia em si. Acabo de me lembrar do ensino de Rubem Alves que via nas crianças, características essenciais à vida que é vivida em toda a sua potencialidade. Talvez a personagem “Anne” seja também uma raridade entre as crianças. Nós formatamos as crianças aos nossos moldes e chatices muito bem. É possível que haja uma “Anne” em cada ser humano a ser despertada e com certeza quero viajar um pouco mais nos capítulos dessa história que, até aqui, já me fez me apaixonar não só pela série, mas pela pessoa que posso ser a partir da reflexão sobre a “Anne”.

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Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

 

 

 

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