Ir para conteúdo
Anúncios

10 Coisas que Aprendi sobre os Padrões da Sociedade

1) Quem decide viver só (sem casamento) sempre será alvo da suspeita social de homossexualidade não assumida ou de promiscuidade patológica. Há pouco espaço para o eunuco em nossos dias. O sexo virou dogma.

2) Tanto quem não tem filhos, quanto os que tem apenas 1 ou ainda os que escolhem ter 5 ou 6 serão, quase sempre, tidos como loucos e infelizes. Mais uma vez prevalece o padrão daqueles que em não dando conta da própria vida, projetam suas inseguranças e preconceitos na vida dos outros.

3) A faculdade parece ser a única via aceitável como segura e realmente importante quando o assunto é ser profissional. Mas, há diversas tarefas, funções e especialidades que podem ser muito bem desempenhadas sem necessariamente um diploma nas mãos. E se seu filho escolher não fazer faculdade, você suportaria?

4) Espiritualidade fora do âmbito institucional religioso existe? Para muitos a reposta é um grande NÃO. No entanto, não me surpreende ver Jesus chamando pessoas desvinculadas da religião de seu tempo e lhes afirmando: na verdade, não encontrei fé em Israel como encontrei nesse homem. O mundo é muito mais amplo do que as caixinhas teológicas tentam defini-lo.

5) Seguir as tendências da moda parece tão ridículo quanto Davi tentar usar a armadura de Saul para vencer Golias. A gente vai concluindo que cada ser humano é único, e a tentativa de padronização fere cada vez mais a nossa liberdade de sermos quem a gente é.

6) As ditaduras da liberdade de expressão por vezes condenam os que se ‘silenciam’, a ditadura sexual excluem os que relativizam a primazia do sexo, a ditadura da publicação tacha de careta aqueles que preferem o caminho da interiorização, contemplação e intimização.

7) Será que eu realmente tenho espaço para perdoar alguém que ofendeu? Ou a única opção é pegar as pedras que a maioria me ofereceu para acabar com a raça daquele que machucou? Posso responder com flores, com amor e com misericórdia?

8 ) Marca na roupa é estampar meu sucesso pessoal financeiro. Na prática cada um vale o dinheiro que tem. Logo, o mendigo e sem teto é o mais miserável de toda humanidade. O melhor é aquele que melhor status social possui. É só eu que penso nisso ou de fato o mundo está virado? Cadê o valor intrínseco humano sendo respeitado? Onde está a irmandade sem barganhas e interesses? Que sentido há no padrão ‘dar atenção apenas a quem me pode beneficiar’?

9) Posso sentar-me na calçada apenas para ver os carros passando na rua, sem ser tratado como um louco? Posso jogar uma partida de sinuca no bar sem ser tido como um bêbado desistente da vida? Posso conversar com uma mulher com liberdade (que não seja minha esposa) sem ser tido como sua amante? Como nós somos inseguros e preconceituosos!

10) Porque a ideia de perder tempo está sempre relacionada com aquilo que mais nos faz bem? Sentar na cadeira de área pra conversar/refletir sobre a vida, estar ao ar livre observando os pássaros, estar sozinho no silêncio num ócio de observação íntima das pulsões do nosso coração, ler um livro apenas por paixão (sem nenhuma correlação profissional ou “produtiva”). Será mesmo que isso tudo é perder tempo?

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: