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Que vida abundante?

Assumir e confessar que teve uma experiência com Deus não é como colocar um ponto final na própria história, receber um rótulo sagrado e viver como se nada mais importasse. Se declaramos que essa relação (entre nós e Deus) existe, precisamos averiguar também se, de fato, os frutos dessa experiência são ou não perceptíveis em nós. E não estou dizendo isso com o intuito de trazer a tona nossa relevância e influência no mundo, estou na verdade concentrado na necessidade de auto-conhecimento e auto-percepção para que, antes de tudo, não sejamos enganados em nós mesmos!

Quão terrível é confessar algo com a boca, mas nada de realidade ter acontecido no coração. Às vezes repetimos tanto determinadas irrealidades, que elas parecem verdade aos nossos sentidos. Especialmente, quando recebemos uma tradição religiosa, ou seja, quando recebemos uma enxurrada de doutrinas, pensamentos e pregações em períodos onde nosso filtro racional e mental não exerciam nenhuma função e recebíamos tudo como verdade absoluta, vai se impregnando em nós frases e argumentações que não necessariamente tenhamos experienciado, e isso pode nos levar ao auto-engano.

É preciso nos descortinar, nos levar para o divã, abrir o coração, se desvencilhar das camadas de auto-defesas e resistências e descobrir, sem medo o que está por detrás de nossas palavras, sentimentos e modo de viver. Se de fato tivemos o Encontro com a Vida, vamos encontrar dessa Vida Abundante lá. Se vivemos apenas de fachada, de faz de conta, enganando os outros e a si mesmos (e tentando enganar a Deus com muita falação), também perceberemos a falta dessa Vida Abundante nessa averiguação.

O difícil não é fazer essa análise, difícil é admitir os resultados dela! É justamente aí que uma postura de humildade e arrependimento precisa vir à tona, é nessa busca sincera que nossa verdadeira vontade de conhecer a Deus e se libertar de nossas mentiras travestidas de verdade precisa prevalecer. De que adianta fazermos declarações sobre Deus, se nossa experiência com Ele não nos aquieta, não nos pacifica, não nos abre os olhos, não nos muda o caminhar, não estabelece em nós valores eternos, não nos assenta sob o amor e sob a graça de Deus? Que vida abundante é essa que se tornou um mero tema e não uma experiência em nós?

Essa viagem ao coração só pode ser feita por cada um de nós e a postura do que fazermos quando encontrarmos o que nos habita de fato, também é uma responsabilidade de cada um de nós. Cabe apenas a lembrança de que Jesus disse: “Aquele que beber de mim, um rio de águas vivas fluirá de seu interior”.

 

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Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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