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Pensamentos Aleatórios #46

Nada do que eu ganhar na vida será “vitória” se o custo disso for perder a minha família. Nenhum apoio que receber externamente será válido e suficiente se não houver, antes de tudo, o apoio de minha família. Nenhuma das minhas declarações de fé podem ser sustentadas se eu não priorizar o cuidado da minha família. Minha família é minha comunidade mais essencial, é meu ambiente mais íntimo, é o lugar pra onde me refugio nos momentos de crise, é meu hospital mais eficaz, é a escola que mais me ensina. Nela reside minha primeira responsabilidade, meus melhores amigos, minha irmandade mais imediata, meus objetivos mais nobres, minhas iniciativas mais excelentes.

A vida nessa terra é como um sopro: rápida, efêmera, complexa e cheia de relativizações. Por isso, durante a jornada: relaxe, descanse no amor de Deus, faça o melhor que você puder nas relações, na profissão, no anseio pelas descobertas da vida, valorize o que de fato vai permanecer após a morte, a saber, a sabedoria, os amores, a relação com o Pai e os valores que adquiriu entre as dores e prazeres da existência.

Quero ser o mais perfeito que a minha imperfeição consiga alcançar. Amar o máximo que minha relatividade é capaz de amar. Mergulhar na transcendência o mais profundo que minha finitude conseguir.

Quando se está com fome, mesmo um prato imenso parece incapaz de nos satisfazer. Mas no processo, enquanto vamos comendo, percebemos que precisávamos de muito menos do que imaginávamos. Daí vem a expressão: olho maior que a barriga. Esse é mais um desafio da vida: sermos menos gananciosos e mais conscientes de que pra viver bem precisamos de bem menos do que nossos olhos geralmente cobiçam!

Se Jesus não deixou a alegria de um casamento acabar por falta de vinho, quem sou eu pra ficar tolhendo o outro de desfrutar com prazer suas conquistas na existência? Deus não é um carrasco, não tem prazer no nosso sofrimento; quando nos alegramos legitimamente Ele celebra conosco. Vença a neura religiosa de que se as coisas estão dando certo há algo de errado por trás disso, se alegre sem culpa!

Todas às vezes que o meu moralismo vem à tona, tentando me dissuadir a agir como um ser asqueroso, que visa julgar a terra e tentar fazer as pessoas se encaixarem em minhas caixinhas pequenininhas de percepção, me olho no espelho, encontro nele um ser relativo, cheio de mudanças a fazer, carente de ajuda nas diversas áreas da vida e então me calo! O espelho é um dos remédios que me curam!

Sou um sonhador incurável. Sempre buscando uma melhor versão de mim.

Num tempo de objetificação do corpo, nem sempre sexo significa amor. Sexo às vezes é barganha, jogo de poder, influência, moda, prazer pelo prazer, instrumento de dominação, culto do ego, auto-afirmação, etc. Quando o sexo é fruto do amor verdadeiro, aí ele encontra seu sentido mais legítimo!

Há de se ter flexibilidade e poder de navegabilidade em muitos aspectos da vida, mas quando o assunto é a posição da “essência do ser”, ancorar-se no Eterno em profunda confiança em Seu Amor é o que blinda a gente de vendavais de incredulidade, de relativismos, de toda sorte de falso ensino e de vãs filosofias. Essas, por sua vez, só nos confundem e nos distraem o olhar Daquele que é a pérola de grande valor. Ancorar-se na “Pedra de Esquina” é de certo modo abrir mão de caminhos que não condizem com “O Caminho” revelado pela expressão exata do ser de Deus. Aos perdidos na vida o convite eterno é: ancore-se no Amor.

Jesus disse: eu dou a vocês a minha paz! Se você está em um estado de ausência de paz das duas, uma: ou você não a recebeu pela confiança na promessa de Jesus, ou você está confiando muito mais em si mesmo do que no cuidado Dele por você no cotidiano da vida.

Jesus curou 10 leprosos e apenas 1 voltou para agradecer. Os 9 ingratos estavam focados apenas na utilidade de Jesus, no bem que ele pôde proporcionar, não em sua pessoa, em seu caráter, muito menos no desejo de se relacionar com Ele. Por isso, algumas vezes na vida você também vai se sentir usado pelas pessoas, como se o que você oferecesse fosse o único motivo pelo qual elas se aproximam de você; e quando tem o que queriam vão embora e agem como se você não existisse. Celebre a gratidão do que voltou, foque nisso; não deixe de ser um abençoador por causa da ingratidão dos utilitaristas.

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Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz

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