No fim do ano muitos são tomados pela culpa das decisões que tomaram ou das que deixaram de tomar durante o ano que passou. Há outros que percebem que viveram quase o tempo todo no piloto automático, se deixando levar por todas as ondas, modas, tendências, seguindo a “boiada” sem refletir para onde tais coisas o estavam conduzindo. Há ainda os mais angustiados, que possuem a consciência de que a vida que levam não vale a pena ser vivida, não está produzindo nenhum tipo de consciência, pelo contrário é como se estivessem apenas desempenhando um papel social sem nenhum outro significado essencial.

É possível que há anos isso venha acontecendo: vive-se o ano todo sem consciência e, chega no final do ano, num flash de sanidade bate o arrependimento (que é na verdade um remorso), faz-se promessas pra um ano melhor e poucas semanas depois tudo volta como era antes.

Pra entender melhor isso, reflita: Você já reparou que grande parte da nossa vida é gasta tentando provar nosso valor aos outros, atraindo o olhar das pessoas em nossa direção e construindo uma reputação que nos torne queridos e amados por todos? Talvez essa seja uma das razões do sentimento de vazio no final do ano. Não dá para encontrar significado vivendo a vida que os outros escolheram pra nós!

No final das contas o que importa mesmo é, independentemente se é ou não fim de ano, se estamos em paz com Deus e com a gente mesmos, enquanto nos relacionamos com os outros, tomamos decisões e nos submetemos àquilo que vai dar sentido eterno pra nossa existência.

O resto é resto!

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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