Me despeço de mim

Me despeço de mim
Anseio a renovação
Da velha roupagem me despir
Novo espírito, novo tudo
Me despeço das minhas barganhas
Das vitimizações
Da tentativa da fama
Da vontade de ser reconhecido
Basta ser quem devo ser
Me despeço dos meus maus hábitos
Todo dia, a cada recusa a cada tentação
Me despeço do meu eu adoecido
Todo dia, a cada manifestação de insanidade
Vou dando adeus aos meus monstros
Resolvi fazer as malas, estou de mudança
O tempo da tempestade passa e o novo amanhecer está à porta
Me despeço da velha mania de querer mudar o mundo
Sem contudo me atentar para o que precisa mudar em mim
Como um cego pode guiar outro cego?
Eis que a trave que está no meu olho precisa ser a prioridade
Para então poder ajudar os outros com suas traves
Me despeço de mim porque convém que eu diminua e Ele cresça
Nova criatura é a promessa
Que essa novidade me abrace com toda a força
Pois é só nela que cabe a verdadeira vida
Desisti do controle e das minhas seguranças
Para mergulhado estar eternamente em Seus braços de amor.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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