Pensamentos Aleatórios #34

Confesso, sou chorão! Choro com filmes bonitos, choro quando alguém chora perto de mim, choro quando acontecimentos tem significados profundos, choro quando a maldade se espalha, choro quando oro, choro quando erro com alguém, choro quando vou falar da essência da minha alma, choro diante do luto de outros, choro quando estou diante de um milagre!

A insegurança, quando é uma realidade dentro de nós, vaza pelas nossas palavras e ações. Ela se manifesta na falta de coragem para tomar decisões importantes e até cruciais, ficamos sempre em cima do muro, sempre na zona de conforto, ela também mostra seu poder quando transferimos ao outro nosso olhar distorcido da realidade, e às vezes por causa dela, podemos inclusive tornar uma relação amorosa num inferno pelo fato de não confiarmos no outro, por não termos paz pra viver em paz! Ao inseguro falta-lhe uma rocha a que se apoiar, uma certeza visceral que dê rumo à sua existência. Só alguém assegurado e pacificado é capaz de dizer: “Agora está reservada a mim a coroa da justiça, e não somente a mim mas também a todos que crêem no Nome”.

Quão triste é encontrar alguém que na jornada da vida não vê sentido na mesma, alguém cuja relação com Deus é apenas uma relação com um “conceito” ou mesmo com uma “doutrina”, seja de crer ou não crer (nesse sentido nenhuma das duas condições mudam coisa alguma). Tanto crer quanto não crer pode se tornar meramente uma discussão vazia, que não chega a lugar algum, é como estar numa roda de ramster filosoficamente interminável, que não ultrapassa os limites das suposições e especulações superficiais de realidades que quando experimentadas geram um poder transformador inimaginável. A apatia dos Laodicenses é um grande risco ainda em nossos dias: achar que é rico (em todos os sentidos) e que não precisa de nada, quando na verdade é diante de Deus um miserável, pobre, cego e nu. Enquanto não “comprarmos de Deus” colírios para os olhos e roupas brancas para nos vestirmos viveremos perdidos tentando enxergar aquilo que só é discernido espiritualmente.

Há edifícios cuja reforma se tornou inviável pelo fato de sua estrutura básica ter se corrompido e apodrecido. Nesses casos não adianta reformar é preciso destruir e reconstruir sobre novas bases.

Um dos maiores desafios na vida é nos tornarmos “espertos” sem nos tornarmos “maliciosos”, nos tornarmos “reflexivos” sem nos tornarmos “céticos”, nos tornarmos “bondosos” sem nos tornarmos “bobos”, nos tornarmos “conscientes de nossa individualidade” sem nos “isolarmos”, nos tornarmos “aptos e conhecedores” sem nos tornarmos “arrogantes e manipuladores”.

É melhor não prometer e fazer do que prometer e não fazer.

Não existe “cristianismo”, o que existem são “cristianismos”. Sempre houveram divergências sobre a forma de pensar a fé em Jesus. Por isso, só há um jeito de vivenciar a fé de forma minimamente coerente e sem fanatismo: dialogando! A história não pode ser ignorada, a tradição não é de toda dispensável, assim como há realidades históricas e tradicionais que precisam ser superadas. Triste é ver os que cultuam a tradição e os que acreditam estarem “inventando a roda” se digladiando e se devorando mutuamente.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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