Estudo Colaborativo #1: Mudanças na Configuração da Espiritualidade Cristã nos Últimos Anos

 

O tema já foi definido, o prazo também, então é hora de começar as pesquisar. Algumas sugestões que gostaria de dar:

1- Que façamos um recorte histórico dos últimos 117 anos (de 1900 até os dias atuais).
2- Quais movimentos surgiram nesse tempo e porque surgiram?
3- Temas interessantes: Pentecostalismo, Neo-pentecostalismo, Instituições Protestantes e Católicas Históricas, Movimento Católico Carismático, igrejas nas mídias, as guerras mundiais e seus efeitos sobre a espiritualidade cristã, a internet e as mudanças de paradigmas sociais (que afetam a igreja), movimentos cristãos desinstitucionalizados (alternativos), etc.
4- Que tipo de influência na mentalidade cristã foi e tem sido produzido a partir de líderes cristãos com o perfil de pessoas como: Papa Bento XVI, Silas Malafaia, Papa João Paulo II, Edir Macedo, Papa Francisco, Billy Graham, John Stott, Ed Rene Kivitz, René Padilha, Leonardo Boff, Caio Fábio, Padre Marcelo Rossi, e outros?

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Colaboradora – Francini Messias

Li a indicação da Revista Época, achei muito interessante como abordou vários modelos da igreja, gostei muito, assim tomei liberdade de fazer uma pesquisa sobre cada tema tão falado quando se diz a respeito de igrejas, como: Igreja Protestante, Igreja Emergente, Nova reforma protestante, Neo Pentecostais, Pentecostais, Cristianismo, Movimento Católico Carismático, só pra esclarecer, porque eu confesso que às vezes me sinto confusa com tantas denominações.

Igreja Protestante e Evangélicos são a mesma coisa?

Pra ser bem breve, pelo que pesquisei os dois nomes referem-se aos cristãos que romperam com a Igreja Católica durante a Reforma Protestante. Assim, Os Protestantes, vem de um documento formal de protesto que os luteranos apresentaram em uma assembleia em 1529, manifestando a sua oposição à política religiosa adotada pela Igreja. Já o nome “evangélico” vem do fiel que se submete ao ensinamento contido nas “boas-novas” (evangelium, em latim) trazidas por Jesus.

Divergências entre cristãos deram origem a várias denominações religiosas onde aparece:

CRISTIANISMO
Jesus pregava que a mensagem de Deus destina-se a toda a humanidade, e não apenas ao povo eleito como diziam os judeus. A comunhão de bens, a partilha do pão e o batismo eram alguns dos ensinamentos de Jesus aos seus apóstolos e seguidores, que formavam uma pequena comunidade perto de Jerusalém.

IGREJA CATÓLICA
Após a morte e ressurreição de Cristo, seus apóstolos começam a organizar uma religião, com hierarquia e regras. A crença básica da Igreja primitiva era uma só: Jesus é o Senhor, e a salvação dependia da fé n’Ele.

PENTECOSTALISMO
Surgiram nos EUA movimentos com influência de batistas e metodistas. Eles aceitavam manifestações do Espírito Santo, como a capacidade de curar doentes, de fazer milagres e de falar línguas.

NEO-PENTECOSTALISMO
Diferem dos pentecostais pelos costumes mais liberais e por adotarem a teologia da prosperidade, que valoriza a riqueza material. Também creem que o Diabo é o responsável por tudo de mal.

Tomei liberdade de resumir brevemente o que eu pesquisei e entendi sobre cada denominação. Lendo a matéria, lembrando de comentários sobre pessoas mais próximas, chego a conclusão que a briga entre poder, manipulação e guerra entre religiões tem afetado muito a todos, o crescimento de “evangélicos” mostra que o problema não está na essência da espiritualidade, as pessoas reconhecem que isso é bom, mas o problema está nas maneiras que várias denominações usam isso pra manipular as pessoas. Acho muito bacana a nova maneira de pequenos grupos ou encontros que tem um único objetivo de espalhar amor ao próximo e conversar, debater, tirar duvidas sobre princípios bíblicos, o interessante dessa mudança é que as pessoas conseguem ficar mais próximas umas das outras. Penso eu que essa maneira de ficar mais próximos uns aos outros é que todos tem liberdade de se expressar por isso o crescimento. Nós vivemos num momento de crise do cristão, a procura a sede e a fome da presença de Deus e ao mesmo tempo o desespero de Alma, deduzo eu por isso, a mudança de configuração acho que sempre vai existir, até encontrar a satisfação e o acolhimento independente da denominação.

Obs: Achei muito interessante porque, mesmo uma determinada denominação, se você pesquisar, cada lugar descreve de forma diferente e com informações diferentes. Acho válido todo conhecimento assim abrindo a mente para um amplo conhecimento.

Fontes:

Mundo Estranho – Editora Abril – Qual a diferença entre evangélicos e protestantes

Brasil Escola – UOL – Protestantismo

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Colaborador – Rodrigo Campos

O Professor e Filósofo Luíz Pondé teve a ideia de juntar quatro categorias de crenças (se ser ateu é uma crença) em uma mesa.

1999 – As 100 pessoas mais influentes do século XX

A Time 100 é uma lista anual das 100 pessoas mais influentes do ano no mundo, como elaborado pela Time. Foi primeiro publicada em 1999 como um resultado de um debate entre vários acadêmicos e que elegeu as 100 pessoas mais influentes do Século XX.

Líderes e Revolucionários: David Ben-Gurion, Ho Chi Minh, Winston Churchill, Mohandas Gandhi, Mikhail Gorbachev, Adolf Hitler, Martin Luther King, Ruhollah Khomeini, Vladimir Lenin, Nelson Mandela, Papa João Paulo II, Ronald Reagan, Eleanor Roosevelt, Franklin Delano Roosevelt, Teddy Roosevelt, Margaret Thatcher, O Rebelde Desconhecido, Margaret Sanger, Lech Walesa, Mao Zedong.

Artistas: Louis Armstrong, Lucille Ball, The Beatles, Marlon Brando, Coco Chanel, Charlie Chaplin, Le Corbusier, Bob Dylan, T.S. Eliot, Aretha Franklin, Martha Graham, Jim Henson, James Joyce, Pablo Picasso, Richard Rodgers e Oscar Hammerstein, Bart Simpson, Frank Sinatra, Steven Spielberg, Igor Stravinsky, Oprah Winfrey.

Construtores e Titãs: Stephen D. Bechtel, Leo Burnett, Willis Carrier, Walt Disney, Henry Ford, Bill Gates, Amadeo Giannini, Ray Kroc, Estee Lauder, William Levitt, Lucky Luciano, Louis B. Mayer, Charles E. Merrill, Akio Morita, Walter Reuther, Pete Rozelle, David Sarnoff, Juan Trippe, Sam Walton, Thomas J. Watson.

Cientistas e Pensadores: Leo Baekeland, Tim Berners-Lee, Rachel Carson, Francis Crick e James Watson, Albert Einstein, Philo Farnsworth, Enrico Fermi, Alexander Fleming, Sigmund Freud, Robert Goddard, Kurt Gödel, Edwin Hubble, John Maynard Keynes, Louis Leakey, Mary Leakey e Richard Leakey, Jean Piaget, Jonas Salk, William Shockley, Alan Turing, Ludwig Wittgenstein, Wilbur Wright e Orville Wright.

Heróis e Ícones: Muhammad Ali, ‘The American G.I.’, Diana, Princesa de Gales, Anne Frank, Billy Graham, Che Guevara, Edmund Hillary e Tenzing Norgay, Helen Keller, A Família Kennedy, Bruce Lee, Charles Lindbergh, Harvey Milk, Marilyn Monroe, Madre Teresa, Emmeline Pankhurst, Rosa Parks, Pelé, Andrei Sakharov, Jackie Robinson, Bill Wilson.

Fonte:

As 100 pessoas mais influentes do Século XX – Wikipedia

SOBRE O SURGIMENTO DO PENTECOSTALISMO – Origens da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e Igreja do Evangelho Quadrangular

O movimento pentecostal de hoje traça seus vestígios da sua comunidade a uma reunião de oração no Colégio Bíblico Betel, na cidade de Topeka, estado do Kansas, nos Estados Unidos, em 1° de janeiro de 1901. Ali, muitos chegaram à conclusão de que falar em línguas era o sinal bíblico do Batismo no Espírito Santo. Charles Parham foi o fundador desta escola, que mais tarde iria para a cidade de Houston, no Texas. Apesar da segregação racial em Houston, William J. Seymour, um pregador negro, foi autorizado a assistir a aulas bíblicas de Parham. Seymour viajou para Los Angeles, onde sua pregação provocou o Avivamento da Rua Azusa em 1906. Apesar do trabalho de vários grupos wesleyanos avivalistas, como Parham e D. L. Moody, o início do movimento pentecostal difundido nos Estados Unidos, é geralmente considerado como tendo começado com Seymour no avivamento da rua Azusa.

O avivamento na rua Azusa foi o primeiro avivamento pentecostal a receber atenção significativa, e muitas pessoas de todo o mundo tornaram-se atraídas pora ele. A imprensa de Los Angeles deu muita atenção ao avivamento de Seymour, o que ajudou a alimentar o seu crescimento. Um número de novos grupos menores iniciou-se, inspirado nos acontecimentos deste avivamento. Os visitantes internacionais e missionários pentecostais acabariam por trazer estes ensinamentos para outras nações, de modo que praticamente todas as denominações pentecostais clássicas hoje traçam suas raízes históricas no avivamento da rua Azusa.

Logo cedo os pentecostais foram incentivados por seu entendimento de que todo o povo de Deus poderia profetizar nos últimos dias antes da segunda vinda de Cristo. Eles olharam para as passagens bíblicas sobre o Pentecostes no segundo capítulo de Atos, em que Pedro citou a profecia contida em Joel 2: “Nos últimos dias, Deus diz: Eu derramarei meu Espírito sobre todos os povos. Vossos filhos e filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, vossos velhos terão sonhos.”(NVI) Assim, quando a experiência de falar em línguas espalhou-se entre os homens e mulheres da rua Azusa, um sentido de urgência tomou conta, quando eles começaram a olhar para o Segunda Vinda de Cristo. No início os pentecostais se viam como peregrinos na sociedade, dedicando-se exclusivamente a preparar o caminho para a volta de Cristo.

O pentecostalismo, como qualquer outro movimento importante, deu origem a um grande número de organizações com diferenças políticas, sociais e teológicas. O movimento inicial foi contracultural: Afro-americanos e as mulheres foram importantes líderes do avivamento da rua Azusa, o que ajudou a espalhar a mensagem Pentecostal muito além de Los Angeles. Com o avivamento começando a diminuir, no entanto, diferenças doutrinárias começaram a surgir como a pressão da evolução social, cultural e político da época começou a afetar a igreja. Como resultado, mais divisões, isolacionismo, sectarismo e mesmo o aumento do extremismo eram aparentes.

Alguns líderes cristãos que não faziam parte do início do movimento pentecostal mantinham um alto respeito pelos líderes pentecostais. Albert Benjamin Simpson tornou-se estreitamente envolvido com o crescente avivamento pentecostal. Era comum aos pastores pentecostais e missionários receberem a sua formação no Missionary Training Institute fundado por Simpson. Devido a isso, Simpson e a Aliança Missionária e Cristã (C & MA), o qual Simpson também fundou, teve uma grande influência sobre o pentecostalismo, em particular, as Assembleias de Deus e a Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular. Essa influência inclui a ênfase evangelística, doutrina da (C & MA), hinos e livros de Simpson, bem como a utilização do termo “Evangelho Tabernáculo”, que evoluiu nas igrejas pentecostais tornando-se “Evangelho Pleno Tabernáculo”. Charles Price Jones, um líder afro-americano e fundador da Igreja de Cristo, é outro exemplo. Seus hinos são amplamente cantados em convenções nacionais da Igreja de Deus em Cristo e em muitas outras igrejas pentecostais.

Fonte:

Wikipedia – Pentecostalismo

Indicação de Leituras:

A Igreja Católica do Século XX

A Igreja Católica não sofreu muitas mudanças nos séculos anteriores. Somente no século XX, de 1962 a 1965, com o famoso Concílio Vaticano II, é que houve outra grande mudança na Igreja Católica: a Missa, que era celebrada somente em Latim, passou a ser celebrada na língua própria de cada país; o padre, que ficava de costas para o povo, passou a ficar de frente. A Bíblia passou a ser mais estudada, com traduções mais fiéis aos originais, possibilitando maior acesso aos leigos. Até então, a única versão conhecida era a Vulgata, de São Jerônimo, do séc. IV.

A liturgia renovou-se completamente, com novas orações eucarísticas e a possibilidade de serem usados outros instrumentos, além do órgão e do harmônio.

Em 1968 houve um encontro muito importante em Medellín, na Colômbia, onde a Igreja Católica chegou mais perto dos pobres e dos marginalizados. Houve outro encontro desse tipo em 1979, em Puebla, no México.

Nos anos 70 apareceu a Renovação Carismática Católica (RCC), que está mudando a feição da Igreja Católica, de um jeitão muito sério para uma forma mais alegre nas celebrações.

Os movimentos também estão aí a pleno vapor: Legião de Maria, Emaús, Cursilho, Vicentinos, ECC, Focolares, Irmandades antigas que reapareceram, como a Irmandade de São Benedito e o Apostolado da Oração etc.

Fontes:

Catolicismo Romano

Wikipedia – A igreja Católica

Teologia da Libertação

A Teologia da Libertação é um movimento apartidário que engloba várias correntes de pensamento interpretando os ensinamentos de Jesus Cristo como libertadores de injustas condições sociais, políticas e econômicas. O século XX foi muito intenso para a história da Igreja Católica. Foram muitas as inovações e transformações influenciadas internamente e também externamente. Frente ao crescimento de outras religiões cristãs ou do islamismo, os católicos tentaram se modernizar para chegar mais perto de seus fieis.

Muitas barreiras ainda estão de pé, criando desvantagens frente a outras religiões, mas rígidas tradições de séculos, como a celebração das missas em latim, foram derrubadas. Na década de 1960, um novo movimento religioso ganhou força no interior da Igreja Católica e conquistaria a América Latina: a Teologia da Libertação.

A Teologia da Libertação recebeu influência de outras três correntes de filosofia religiosa: o Evangelho Social, a Teologia da Esperança e a Teologia Antropo-política. Em meio a essa associação de ideias, foi publicada uma obra em 1965 de autoria do teólogo Harvey Cox que causaria grandes impactos no pensamento religioso católico. O livro seguia caminhos opostos do venerado Santo Agostinho, argumentando que, no século XX, a dualidade mundo terreno/mundo espiritual teria sido superada pela dualidade mundo proletário/mundo burguês.

Frente às renovações propostas, Rubem Alves publicou um livro que foi emblemático para a afirmação da Teologia da Libertação, no qual propunha o nascimento de novas comunidades cristãs. A Teologia da Libertação não se baseia na interpretação eclesiástica da realidade, mas na realidade da pobreza e da exclusão. Seus proponentes a descreveram como interpretação analítica e antropológica da fé cristã. Mas, ao agregar várias correntes de pensamento, o movimento absorveu crenças da Umbanda, do Espiritismo, do Islamismo e até do Xamanismo.

Apesar da internacionalização da Teologia da Libertação, a América Latina reúne seus maiores representantes, como o padre peruano Gustavo Gutiérrez, o brasileiro Leonardo Boff e o uruguaio Juan Luis Segundo. O movimento foi acusado de deturpar o caminho divino e é criticado por adotar o marxismo como base ideológica. A Igreja Católica dedicou dois documentos à Teologia da Libertação na década de 1980, considerando-a herética e incompatível com a doutrina católica. Em vista da oposição dos tradicionalistas, a Teologia da Libertação está em declínio, pois seus principais líderes envelheceram ou faleceram e o movimento registrou baixa adesão de novas gerações.

Os teólogos da libertação se reúnem em Fóruns Mundiais de Teologia e Libertação a cada dois anos com a proposta de debater alternativas para o mundo. Na opinião dos opositores, contudo, o movimento já morreu.

Fonte:

Teologia da libertação – Infoescola

Teologia da Prosperidade

Antes de definir o que é a chamada “teologia da prosperidade”, que tem seduzido a muitos atualmente, é necessário entender a sua origem. Ela nasceu no movimento pentecostal e este teve três grandes “ondas” no Brasil.

A primeira onda é representada pelas igrejas pentecostais “clássicas”, por assim dizer, tais como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil etc. Ela se caracterizava pela centralidade em Deus, ou seja, Jesus iria voltar em breve, por isso era necessário responder com a busca sincera pela santidade. É a onda do “Deus dos carismas”.

Aquelas igrejas receberam influência direta de um movimento americano denominado “Hollyness” o qual enfatizada precisamente a grandeza de Deus, a centralidade do retorno de Nosso Senhor Jesus Cristo e a santidade na vida pessoal, por isso, a primeira onde de pentecostalismo pode ser definida como uma busca de santidade de vida na presença de Deus.

A segunda onda de pentecostalismo no Brasil se manifesta nas igrejas Deus É Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, O Brasil para Cristo etc, e a centralidade se concentra agora nos carismas e nos milagres, por isso são chamadas de “taumatúrgicas”, ou seja, voltadas para as curas, os prodígios, das poderosas unções e todo tipo de “serviços” e cultos religiosos voltados para os milagres.

Por fim, a terceira onda do movimento pentecostal é justamente a da “Teologia da Prosperidade”. Se antes era o Deus dos carismas (1ª onda), depois os carismas de Deus (2ª onda), agora, finalmente, o homem tomou o centro e é Deus quem está a seu serviço.

A teologia da prosperidade baseia-se na chamada “lei da reciprocidade”, ou seja, se o ser humano for bom para com Deus, Deus é “obrigado” a ser bom de volta. É uma relação matemática, com ação e reação; na medida em que a fidelidade humana é demonstrada de forma material, necessariamente se obterá a prosperidade material nesta vida.

O pentecostalismo dessa teologia é antropocêntrico: não é o homem que serve a Deus, mas Deus que serve ao homem. As Igrejas dessa onda não tem fiéis e sim, clientes. O que leva inevitavelmente a uma progressiva paganização do cristianismo, pois as pessoas pulam de igreja em igreja não em busca de salvação, mas de um “serviço”.

A teologia da prosperidade traiu o cristianismo de forma clara. Enquanto nas duas ondas precedentes observava-se ainda um núcleo cristão, nesta o que se tem é um desagregamento do que é próprio do cristão, pois toda a tradição evangélica segue a teologia de que o que importa é a fé e não as obras. A teologia da prosperidade consegue perverter essa tradição por meio de um jogo linguístico em que as obras são renomeadas como “materialização, manifestação da fé”. Isso significa que o que importa são as obras, pois Deus irá “pagar”.

Mas não é só isso. A teologia da prosperidade trai também o próprio cristianismo, pois ela não exige conversão, mudança de vida, uma vida moral reta. O que se tem no neo-pentecostalismo, em que a teologia da prosperidade se insere, uma acentuação no fato de que as obras morais são desprezíveis, o que se traduz pela aceitação de todo tipo de desregramento sexual.

Diante disso, é possível afirmar que a teologia da prosperidade é a paganização do cristianismo, pois tal qual ocorre nos cultos pagãos, faz-se uma “oferenda”, não mais em encruzilhadas, mas na conta bancária da igreja. De forma asséptica, rápida e quase indolor, munido apenas de um cartão, oferece-se um “sacrifício”, pagando pelo serviço que Deus irá prestar. Isso é paganismo.

Enquanto no cristianismo o homem crê que Deus é o Senhor e que deve estar a serviço Dele, no paganismo é justamente o contrário: Deus é que está a serviço do homem. E cada vez mais novas “fórmulas” são apresentadas para que Deus se torne como que escravo do homem e atenda a todos os seus caprichos.

Por tudo isso conclui-se que a teologia da prosperidade é muito equivocada. Ela só se explica como uma verdadeira tentação satânica em que cristãos, aos poucos, são levados a transformar o cristianismo e o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo em uma fórmula mágica e pagã.

Durante muito tempo os evangélicos acusaram os católicos de praticarem um cristianismo paganizado, no entanto, com a teologia da prosperidade, a acusação voltou-se para eles mesmos, pois, enfim, os evangélicos paganizaram o cristianismo.

Padre Paulo Ricardo
https://padrepauloricardo.org/episodios/teologia-da-prosperidade

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Colaborador – Julio César Gonçalves

O Concilio do Vaticano II e a Constituição sobre a sagrada liturgia

No dia 28 de Outubro de 1958, no conclave que se seguiu à morte de Pio XII, foi eleito Papa o Cardeal Ângelo Roncalli, que tomou os nome de João XXIII. Foi uma surpresa para muita gente. Uma surpresa também o nome adoptado. Depois dos Pios e dos Gregórios e
dos Leões, um Papa do século XX passava a usar um nome bíblicoo nome de um dos doze Apóstolos de Jesus Cristo. Era como que um remontar às nascentes.

João XXIII contava, nessa altura, 77 anos. Correu voz de que iria ser um Papa de transição. Foi-o de facto. Mas foi nessa ”transição”, que durou desde o dia 28 de Outubro de 1958 até ao dia 3 de Junho de 1963, que se deu um dos acontecimentos mais importantes da Igreja do nosso tempo. Quem vier depois de nós terá perspectiva
suficiente para dizer se não terá sido mesmo um dos acontecimentos mais importantes da vida da Igreja tout court.

Esse acontecimento foi a convocação do Concílio Vaticano II.

Fonte:

O Concílio Vaticano II (PDF)


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