Pensamentos Aleatórios #32

Amanhã é sexta feira… Vamos comemorar? Comemorar o que? O fim de semana? Porque só o fim de semana? Quando se é feliz no trabalho, na família, nos estudos, nas amizades, no estágio, no lazer e no descanso, todos os dias semanas são igualmente dignos de comemoração! Todo dia é dia de festa e gratidão pela vida que nos foi dada.

A vida é uma chuva de programações e nós estamos o tempo todo nos molhando sem nos darmos conta disso! Somos afetados por programações positivas e negativas, mas cada um de nós é responsável pela maneira como aquilo que fazem com a gente nos afeta objetivamente na vida. Devemos escolher entre sermos um bonsai ou uma árvore que explora todos os seus potenciais e frutifica.

Nós nos acostumamos tanto com templos, fachadas, denominações, logotipos, eventos, conferências, retiros, liturgias rígidas, formalismo, multidões em torno de um pastor, ministérios organizados hierarquicamente com escala de valor e importância, que soa quase como uma heresia questionar isso dizendo: Será que a institucionalização e formalização dos encontros é a única forma possível de experimentar a “comunidade-igreja”? E mais, será que o estabelecimento de realidades rígidas e modelos sacros é a “melhor” maneira de viver o que Jesus propôs? Sou muito simpático a ideia de que quando Jesus falou a respeito de “dois ou três reunidos em seu nome”, ele não estava falando a respeito de grupos fechados ou reuniões fixas que deveríamos pertencer ou frequentar, mas sim de “relações humanas em torno Dele”, que tal como a vida do próprio Jesus mostra, se manifestariam em refeições, conversas ao ar livre, festas e celebrações com os mais diversos motivos, hospitais, presídios, escolas, e porque não, também em reuniões combinadas e agendadas, porém sem se prender a elas.

Acredito em julgamento divino? Sim, se Jesus falou que ele separará o joio do trigo, uns para a vida e outros para a morte então eu acredito plenamente Nele. Eu estou autorizado a participar desse julgamento chamando esse ser humano de joio (condenado) ou aquele de trigo (salvo)? Absolutamente não. Nós seres humanos somos incapazes de fazer esse tipo de julgamento, visto que só somos capazes de conhecer as aparências do outro, mas só Ele conhece o coração. Quem segue Jesus e portanto vive em amor, não se preocupa com o juízo final, pois já passou da morte para a vida, e Ele o ressuscitará naquele dia para a vida!

Nessa manhã ouvi a seguinte expressão no rádio: “profetize coisas boas pra sua vida”. Isso não é profetizar, isso é confissão positiva. Profecia é tudo o que consiste na transmissão da mensagem de Deus ao nosso coração, seja agradável ou não aos nossos olhos, tendo em si a predição do futuro ou não. O profeta não é um estimulador psicológico, nem um animador de palco, nem um propagandista de si mesmo, profeta é alguém que discerne os tempos, a história e expressa com equilíbrio e bom senso o bom conselho da sabedoria que vem do alto.

Antigamente eu era performático e profundamente preocupado com os valores que a mim atribuíam. Hoje meu olhar está pacificado e muito bem assentado na essência, nos conteúdos vitais, nos significados mais importantes da vida. Tudo o que se resume a cascas, aparências, visibilidades sem verdade não me atraem mais.

O senso comunitário inicia pela percepção de que todos os dias eu acordo em uma casa onde moram pessoas que eu amo e cujo desafio é conviver em paz, compartilhar a vida e crescermos juntos integralmente. Quando saio de casa, estou diante de um mundo igualmente desafiador: lidar com vizinhos, profissionais que limpam as vias públicas, motoristas, comerciantes, professores, transeuntes, marginalizados, colegas e amigos, conhecidos e desconhecidos, todas essas relações requerem cordialidade, respeito, empatia, solidariedade e amor. Começa pela micro-comunidade dentro de casa, passa pela comunidade de amigos até chegar na consciência de uma comunidade global. Esse senso comunitário limita meu individualismo, põe freios ao egoísmo, me faz pensar de uma forma mais abrangente do que a mera reflexão sobre minhas necessidades pessoais.

Você gosta de contar pra todo mundo o quão bondoso você é, quantos benefícios você proporciona e o quão generoso você é? Sua recompensa não virá de Deus! A verdade é que a sua recompensa é a reputação que você criou entre os homens, nada mais do que isso.
Estou convencido de que a grande maioria das nossas preocupações e ansiedades estão associadas a busca pelo supérfluo, à tentativa de satisfazer expectativas e imposições acerca do padrão social, à insegurança interior em relação ao valor próprio, à sensação de estar vivendo uma vida sem um sentido essencial. A espiritualidade proposta por Jesus chama esse tipo de vida de “paganismo”, ele disse: “são os pagãos que se preocupam…”. A verdadeira fé nos faz descansar no fato de que “se Deus alimenta os pássaros que não trabalham, como não cuidará de nós?”. Andar em estado de confiança em Deus nos faz desfrutar da verdadeira paz: paz que nos faz dormir tranquilos, paz que nos faz serenos, paz que nos faz seguros do amor do Pai, paz que não se baseia na ausência de problemas mas na certeza de que Nele vivemos, existimos, respiramos e nos movemos, e Ele é amor!
Existem amigos de “circunstâncias e eventos” e há amigos “atemporais”. Destes dois, o primeiro é volátil, limitado, parcial, frágil e temporário, já no segundo o outro se torna um irmão, é uma aliança forte e que perpassa as fases, as eras e ainda que a amizade mude de configurações e passe por adaptações, ela supera os erros e permanece para sempre! Quero mais amizades atemporais, enraizadas e profundas, inclusive a verdadeira comunidade da qual faço parte é feita de pessoas que cultivam essa qualidade de relação. Essas pessoas estão espalhadas por várias cidades, estados e até países. Não nos vemos pessoalmente toda semana, mas certamente há uma semeadura de amor que acontece constantemente pela oração, pelo estímulo, pelos bons conselhos e pelo interesse mútuo. Essa comunidade não tem nome, nem CNPJ, nem hierarquias de poder, mas ela tem um alvo, um pastor, um mediador, um salvador, a saber, Jesus, o Cristo.

Se a igreja é Dele (de Jesus), não precisamos (nem podemos) criar metas e estatísticas de alcance de pessoas, nem deveríamos relacionar o “sucesso” do grupo à adesão ou não de pessoas novas à comunidade. Já conheci pessoas que, apesar de serem sinceras e puras nas intenções, acabaram caindo na mesma mentalidade paganizada de tentar fazer da “igreja” uma forma de satisfação de seus projetos pessoais, inclusive de afirmação de seu próprio valor pessoal.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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