Do Jardim até Jesus, de Jesus até nós

No Jardim do Éden, Deus e o homem viviam uma relação harmônica, Deus passeava no jardim, não havia vergonha, medo nem angústia na relação. Imediatamente após a desobediência, o homem se esconde, tem medo, quer fugir da relação e é expulso do jardim para que, segundo o texto, não comesse da árvore da vida.

Por todo o Antigo Testamento vemos o povo tendo medo de morrer no contato com Deus, a ponto de quererem um intermediário, um profeta ou até um rei, alguém que corajosamente estivesse disposto a enfrentar aquela sensação de morte, que fosse lá e trouxesse as instruções pra eles.

Em diversos momentos, ainda no Antigo Testamento, Deus dá prova de sua misericórdia, graça, e tentativa de aproximação, mas parece que a relação dos homens com Deus ainda está dotada de engasgos, empecilhos, obstáculos, sobretudo psicológicos e de natureza espiritual, por isso as histórias sempre possuem o destaque de um homem ou mulher cuja relação com Deus é elevada acima dos demais.

No Novo Testamento, o povo se aproxima livremente de Jesus, não há medo, não há sensação de morte, não há busca por intermediários, quem quer que tivesse uma questão levava a ele diretamente e saia dali agraciado por sua resposta, seu trato, seu amor e sua misericórdia. Jesus foi descrito por João dessa forma: “Vimos sua glória, glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, os homens à caminho de Emaús o descreveram dessa forma, após a sua morte “Ele era um profeta poderoso em palavras e obras diante de Deus e do povo”, e o próprio Jesus, depois de ensinar que devemos tratar Deus como “Pai Nosso”, também nos ensinou que o tipo de relação que Deus quer ter conosco não é a de “Rei e Escravos” mas sim de “Amigos”.

De fato, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta as nossas transgressões, e nos confiou o ministério da reconciliação, conforme disse Paulo. Nossa missão nesse mundo se resume a duas coisas: vivenciar pessoalmente essa relação de amizade com Deus (o que nos tornará mais parecidos com Jesus) e ensinar os homens, que as portas estão escancaradas, os braços estão abertos, o véu foi rasgado, o escrito de dívida que havia contra nós foi cancelado, e que podemos ter acesso ao Santo dos Santos, ao lugar de intimidade e amizade com Deus através do sangue de Jesus. Não é um convite a uma religião, nem a um conjunto de regras, é um convite ao Caminho, a Verdade e a Vida.

Esse é o tempo em que o Espírito seria derramado sobre toda carne, digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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