O amor tem se esfriado na terra. Buscar os próprios interesses é o dogma de nosso tempo. Tudo esperar é quase que uma utopia para uma geração acelerada, ansiosa e imediatista como a nossa. Mas há algo que jamais podemos nos esquecer: Sem amor, absolutamente nada valerá a pena!

Sou muito grato aos que dividem suas histórias comigo, os que confiam a mim os seus dramas, os que de alguma forma se compartilham comigo na jornada. Isso pra mim é como um tesouro, é sagrado!

Por mais que eu seja simpático a muitas ideias e pensamentos de pessoas que se confessam ateístas e descrentes (visto que tenho aprendido a reconhecer a graça de Deus em muitos lugares e pessoas que antes eram impensáveis pra mim), porém tenho que admitir, que para mim, isso em nada se compara a ler, ouvir, aprender e interagir com pessoas que de fato são cheias do Espírito Santo e que vivem com coerência e em harmonia com o evangelho de Jesus.

Santo é tudo aquilo que promove o bem, a pureza, o amor, a misericórdia, o respeito, a libertação. Profano é tudo o que destrói, entope a percepção, distorce a realidade, tudo o que manipula, corrói o bem, tudo o que conduz ao erro. Todos os ambientes da terra (inclusive as comunidades cristãs) estão repletos do que é santo e do que é profano, por isso a necessidade de examinar tudo e reter o que é bom.

Depender dos pais é bastante confortável e necessário por um tempo da vida, mas chega uma hora em que a gente tem que amadurecer, temos que ganhar independência, de sustentados passamos a ser sustentadores, de servidos passamos a ser servidores, de apoiados passamos a ser apoiadores. Essa mudança de paradigma e de configuração é vital para o desenvolvimento natural da existência. Isso também vale para a espiritualidade, há crianças que nunca amadurecem!

Quem sou? Um mendigo que encontrou o pão da vida tentando repartir do mesmo pão com outros mendigos!

Qual será o valor do meu sucesso se ele me custar aquilo que há de mais importante na vida, ou seja, a coerência em relação ao bem e ao amor? Que benefício haverá se depois de conquistar tudo perceber quanta maldade acumulei, quanta destruição causei aos outros apenas por amor a mim mesmo? De que adianta ganhar o mundo e perder a alma?

Quando a estabilidade chega e os vendavais de outrora cessam, geralmente baixamos a guarda, diminuímos a atenção, passamos a ignorar a nocividade de certos sentimentos que são como ervas daninhas, pouco a pouco, sem a gente notar, podem destruir completamente nosso jardim secreto.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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