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Relação com Deus e Vida Comunitária

Quando a relação com o Pai não vai bem ou mesmo quando ela não existe, tentamos amortecer o impacto dessa realidade criando subterfúgios, distrações, no pensamento de que, talvez, mudando o foco, algo aconteça automaticamente e preencha o vazio. Essas distrações não só não resolvem a crise como criam dependências, trazem problemas ainda maiores, ao invés de preencher, alargam o buraco, entopem ainda mais a percepção até ficarmos perdidos, sem sabermos como sair disso (como num labirinto). Muitos de nós estamos assim, e muitas comunidades estão assim também!

Temos medo de nos encarar diante de Deus, principalmente porque nos apresentaram um Deus severo que está sempre pronto a punir, muito mais do que disposto a acolher, entender e ensinar. Inconscientemente tentamos nos afastar de qualquer conversa sobre espiritualidade justamente pra não aumentarmos a culpa e não tornarmos públicas as nossas dúvidas e imperfeições. Mas é justamente aí que a maioria das pessoas se engana: achar que Deus não as vê com olhos de amor, mesmo estando atoladas em toda sorte de maldade e rebeldia.

O Pai Celestial, apresentado por Jesus, mostra a todos, por meio da chuva, que seu amor se estende a todos, justos e injustos, e que antes de qualquer mudança de comportamento pro lado de fora, Ele está interessado em estabelecer uma relação familiar de amor, Ele quer ser nosso Pai não só em teoria ou argumentos, mas de fato e de verdade, e é nisso que reside a verdadeira paz: em confiar no amor do Pai.
Se aperfeiçoar nesse amor deve ser nossa maior missão na vida, e aos poucos entenderemos que na medida em que acolhemos mais o seu amor e nos abrimos para as aplicações desse amor em nós, mais disposição é criada em nós de amar uns aos outros em resposta natural, sem vanglória e sem alarde, com intensidade e autonomia, sem fachada, e sem ficarmos preso as aparências.

Tudo o que acontece como consequência dessa abertura ao amor de Deus vai nos fazendo mais parecidos com Jesus, no dia a dia, mesmo quando ninguém está olhando, pois a transformação é visceral, é essencial, é profunda!

A vida comunitária deve ser apenas uma consequência dessa relação com o Pai. Não se cria eventos nem métodos para tentar preencher as lacunas, não se usa das reuniões para criar sensações e ilusões para se refugiar, para não encarar nossa realidade! Pelo contrário, quando nos reunimos trazemos quem somos, como estamos, nossas crises, o que permeia o nosso coração, nossas preocupações, nossa imaturidade ou maturidade, trazemos quem somos integralmente, sem medo de ser o que se é, sem receio de punições, sem a vergonha de “manchar nossa reputação”, até porque já nos sabemos pecadores, já admitimos o caos presente na vida de todos nós.

Não julgamos o outro precipitadamente, pelo contrário o fortalecemos, o apoiamos, o incentivamos, oramos por ele, na consciência de que em nós habitam as mesmas potencialidades de maldade, a mesma matriz geradora de desequilíbrios dos mais diversos tipos, nas mais diversas áreas da vida. Não tentamos manipular o outro, nem transformá-lo a força, nem nos vangloriarmos em cima dele, não fazemos outra coisa senão nos disponibilizar para servi-lo em amor com humildade, em palavras e ações, com conselhos de sabedoria e envolvimento prático sincero.

Enfim, o grande desafio pessoal e comunitário é aprendermos a confiar em Deus, ao invés de tentarmos fazer tudo do nosso jeito, como quem no final das contas poderá dizer: a minha mão e o meu braço conquistaram isso, nós fomos sábios e é nosso o mérito do que está acontecendo entre nós. Pelo contrário, confiamos que Jesus está vivo, e está no meio de nós, e está dentro de nós, e a obra que Ele começou, Ele mesmo a completará até Aquele Dia em que o veremos face a face! Nós somos Dele, o mundo lhe pertence, a obra é Dele, o poder é Dele, e a glória e honra é exclusivamente Dele. Amém.

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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