Voar é um ato de coragem.
Para o pássaro, o voo é instinto;
para o homem, desafio.
Para ambos, vida e liberdade.
Para o homem, o voo é domínio, destreza;
Para o pássaro, concretude e leveza.
Para ambos, natureza e movimento.
Não se voa se não tiver vontade de infinitos.
Mas o voo carece de conhecimento:
a direção do vento,
a trajetória no tempo,
a distância no espaço,
o suprimento de energia,
o horizonte na estrada…
O pássaro risca o voo
na velocidade do vazio.
E sendo instinto, é um só.
Mas tem destino: quer seja fome ou abrigo.
O homem descreve o voo
no canto do pássaro.
E sendo razão, a mil vão.
Segue o pensamento.
O destino do pássaro é voar.
O destino do homem é sonhar.
Eu sei quase nada de voo…
Sou feito de sangue e vontades, líquidos e sonhos. E isso me basta.
Dê-me um livro, uma página em branco, algo que escreva!
– Um segundo, e eu faço o mundo.
Meus passos.., eu-pássaro.

Wilson Chagas
wilson.gamararte@hotmail.com
wilson-chagas

Escrito por Rodrigo Campos

Um caminhante que está disposto a aprender com os erros e acertos, refletindo quais são as verdadeiras importâncias da vida e sua essência!

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