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EOP #4 – Amar inimigos

Em outras palavras (EOP), o que significa “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”?

Esse é um dos aspectos dos ensinos de Jesus que separa os homens dos meninos. Alguém que seja meramente religioso, simpático à algumas ideias de Jesus, mas sem vínculo profundo de fé com tal realidade, jamais aceitará tal mandamento, pelo contrário, este o achará idealístico demais, impossível de realizar!

Somente quem foi mergulhado no impossível, na transcendência, no inexplicável, sabe que o impossível pode ser possível, sabe que as limitações humanas podem ser vencidas pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos! Quem não se abre em fé para tal realidades fica apenas na borda, na superfície das compreensões das possibilidades, estes jamais apresentarão o verdadeiro fruto da graça, que nos conduz para além dos caminhos de finitude humana.

Amar os inimigos jamais significou ser reprodutor das suas maldades, nem mesmo ser complacente com os estragos provocados pelo malfeitor, pelo contrário, significa justamente não se deixar sujar com sua podridão e miséria. Orar pelos que nos perseguem, nunca foi um mandamento para desejar a morte deles, nem para fazer orações de juízo, decretando sua destruição. Nesse caso, o evangelho teria morrido em nós! Amar significa em primeiro lugar retribuir o mal com o bem, não se vendendo ao erro; em segundo, desejar ardentemente a mudança radical das realidades interiores daquele individuo, enquanto o “assedia” com amor e graça; e terceiro, alertá-lo de que o caminho natural de um indivíduo que escolhe o mal é toda sorte de morte, é ser uma profecia viva que alerta enquanto ama, avisa enquanto trata bem, mostra enquanto pede a misericórdia de Deus sobre ele.

Jesus praticou o que ensinou quando pediu misericórdia ao pai pelos que o crucificavam,  também o fez quando repreendeu o discípulo que queria que descesse fogo dos céus para eliminar os que haviam tratado mal a Jesus, também praticou quando curou a orelha do soldado romano e em inúmeras outras vezes.

Pra encerrar, repito: só uma boa dose desse santo absurdo pode salvar a nossa alma daquilo que fizemos com a gente mesmo e com os demais habitantes do planeta terra, só o absurdo do amor pode nos dar o tempo necessário para que tratemos nossas maldades com arrependimento e rendição à graça, sem isso estamos todos conjuntamente danados!

amar

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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