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Dá-me

Dá-me o aroma de sândalo, lavanda, o que o boticário quiser,
Ao amanhecer de um outono qualquer.
É tão pouco, mas,
Na falta, leva-me para as terras do Norte,
E nada mais peço. Juro.

Dá-me uma saudade inundada num shot de tequila,
Acompanhada de um blues rouco e estridente da Janis Joplim.
Senão, dá-me uma flor sem cheiro, qualquer que a florista quiser,
Porque também não sou
Flor que se cheire.

Dá-me um anjo errante,
Daqueles incapazes de enganar o livre arbítrio.
Ou o suspiro mais profundo de uma alma decadente.
Mas não me permita devanear, e achar encanto onde não há.

Dá-me a inocência de fazer inveja a mais bela das aves do céu,
Ou outras sete vidas para eu fazer algo certo;
E tenho certeza,
Numa delas hei de encontrar o que vocês chamam de amor,
Por apenas uma existência, e me basta.

Plinio Cesar Giannasi
https://www.facebook.com/pliniocesar.giannasi
plinio

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