O sabor que senti ao desejá-la
Foi assim, na manhã, café da hora;
No verão, num repente, chuva encharcante
Desaguando espanto e acalanto.

O sabor que senti ao desejá-la,
Foi assim, fruta de vez, ao pôr-do-sol;
Chocolate quente em noite fria,
O visível pulsar das artérias, do sangue
quente, explosivo, vulcão!

O sabor que senti ao desejá-la foi
Água límpida e corrente… corrente…
O beija-flor agitadamente parado ante a flor
(e a flor sabe do beijo! Do desejo, do prazer.

Carlos Francisco Freixo
cfreixs@gmail.com
Extraído do Livro: “Minha Hora Plena”
carlos_freixo

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