Cuidadores são “anjos humanos”, visíveis quando chegam pra cuidar e consolar e invisíveis quando a dor passa e tudo volta ao normal.

Por serem “anjos humanos”, se ferem na jornada entre os feridos, no entanto, por serem vistos só enquanto cuidam, poucos se importam com seus ferimentos, alias, nem os vê.

Alguns que conheço estão doentes agora e quase ninguém os percebe, mas, são “anjos humanos” com suas asas feridas, portanto, paralisados.

Orando agora por estes invisíveis cuidadores feridos de tanto cuidar.

*

Cuidadores por se tornarem invisíveis quando tudo volta ao normal, aprendem a conviver com a ingratidão que, não cuidada, geram enfermidades na alma.

Enfermidades na alma são paralisantes.

Observem os cuidadores que estão à volta e, se já estão dando sinais de paralisia, ajude-os a procurar ajuda.

Observem que a tendência deles é camuflar suas enfermidades mergulhando ainda mais em cuidados de outros, pois, demoram e odeiam admitir suas fragilidades.

As enfermidades da alma recebem diagnósticos variados e os cuidadores não querem ser diagnosticados como enfermos.

Alguns cuidadores camuflam tão bem suas fragilidades que nem os mais íntimos se dão conta.

Cuidemos uns dos outros.

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Nunca minimizo as enfermidades da alma.

A alma guarda memórias desde o útero, portanto, o acumulo de memórias ruins, inevitavelmente produzem enfermidades.

A alma precisa de pares, confidentes, interlocutores, confissões, intimidade que funcionam como “ductos” por onde vazam os excessos.

Alma que não se livra dos excessos, adoece.

Carlos Bregantim
https://www.facebook.com/carlos.bregantim
carlos

2 comentários

  1. Gostei da sua visão. Amplifica um tanto do que percebo. Tantas vezes precisamos, mas temos que cuidar. Outras vezes, nem entendemos o quão duro é quem está a nos cuidar. O trecho “Observem os cuidadores que estão à volta e, se já estão dando sinais de paralisia, ajude-os a procurar ajuda.”. Esta frase clama ação. Clama a compreensão dos limites humanos. Clama também sobre o pedido de ajuda, que as pessoas se envergonham de fazer. Beijos na testa!!!

    1. É verdade, o Carlos também me fez pensar profundamente em pessoas que se fazem visíveis na hora de nossa tribulação, mas depois evaporam por não buscarem recompensas humanas. Pensando muito nisso…

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