Se as flores estivessem surgindo,
Se as folhas estiverem caindo,
Nada interfere em nosso ciclo vital.
Continuamos percorrendo caminhos
Que se aproximam de modo fatal,
Inequivocadamente,
A semente que espera a terra,
A terra que espera as chuvas,
As chuvas que realimentam a vida,
A vida que saboreia a vida
De cada gesto, de cada palavra,
De cada silêncio vulcanicamente
interrompido, esperando
As interferências ocasionais
E divinas naturalmente
Nos realimentarem de doce espera
De dócil gesto, de amável sorriso,
De preciosas palavras, a purificação
Do vinho embriagante saboreado
No momento naturalmente sintonizado
Entre Marte e Vênus.

Carlos Francisco Freixo
cfreixs@gmail.com
Extraído do Livro: “Minha Hora Plena”
carlos_freixo

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