O poema e a alma

Não sou um deus
Nem, tampouco, ateu
Pois aquilo que é teu
Também faz parte de mim.

Vago por meio dos versos
Vago por meio das horas
Vago por meio dos homens
Mas não sou vago
Não sou um vão
Pois é vão
Quem pensa
Que existem vãos.

Vãos abrem caminhos
Pra paisagens
Pra oportunidades
Pra passagem do vento.

São janelas inesperadas
Que abrem lacunas
De felicidade
De grandeza
De surpresa
De curiosidade.

E os pensamentos
E as vontades
E os rumos
São como as letras

Se organizam e reorganizam
Se formam e reformam
Se constroem e reconstroem

A todo momento
A todo sentimento
A todo lamento
A todo argumento

De acordo
Com a nossa vontade
Com a nossa capacidade
Com a nossa sagacidade
Com a nossa liberdade.

Que é segura
Que é madura
Sendo brilho
Sendo equilíbrio.

Paula Hanke
paula.hanke1987@gmail.com
paula-hanke


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