É pelo medo que temos
Que nos prendemos.
É pelo desamparo
Que me amargo.
É pelo desapego
Que me apego.
É pela insegurança
Que perco a esperança.
É pela conquista
Que perco a risca.
E, por fim, não alcanço
O tão sonhado
Desejo imaculado
De ser feliz.

A limitação me petrifica
Nas bases de quem se diz aprendiz.

O pânico cravado na alma
É um basta na aspiração
É o término, é o fim.
A desilusão não é do mundo.
Esse medo que tenho é de mim.

Suley Mara
sereta@bol.com.br
suley

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