Pensava que eu era forte
que seria capaz de morrer pela causa do amor
mas, uma serviçal evocou um medo outrora escondido
e o neguei com todas as minhas forças
Não o conheço, não cumprirei a minha promessa!

O galo canta… Que bom que o galo cante…

Quando as máscaras caem
quando o eu fracassado vem à tona
é impossível não sair correndo em prantos
todo castelo construído com tanto esforço se mostrou mui frágil
Não me conheço, não dou conta da realidade que sou!

Há quedas que nos erguem, há buracos que nos elevam
a gente precisa ter consciência das nossas mazelas
admitir de uma forma ou de outra as nossas fraquezas
são a nossa salvação e a nossa esperança
Não sou um mito, tampouco um ídolo, sou gente de verdade!

Cair em si nos faz nos refazer no caminho
isso precisa acontecer muitas vezes
se desistirmos de levantar ante os fracassos, morremos em vida
sucumbimos pra sempre, e esse sempre demora a cessar
Não sejamos duros de coração, não há esperança para pedras!

Diante do extraordinário ressurgimento dos sepulcros
ele me chamou individualmente pra mostrar quem Ele é
já que eu nem sei mais quem de fato sou
e pra deixar claro logo de cara, não demorou a perguntar:
Tu me amas? Sim, tu sabes que sim. Então tenho uma missão pra você!

O galo precisa cantar
do sono precisamos nos despertar
da ideia de que somos o que dizemos ser,
de que somos o que vendemos ser, o que idealizamos ser
O galo nos mostra que somos o que somos
ainda que seja duro admitir
mesmo que isso signifique uma reputação de anos a perder
chega uma hora em que precisamos decidir:
é aos homens ou a Deus que importa obedecer?!

Rodrigo Campos
Um Caminhante Aprendiz
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10 comentários

  1. Bom Dia! Uma bela poesia de reflexão de como somos parecidos com Pedro… temos mesmo que ter consciência e admitir; E sempre darmos ouvidos a voz que ecoa: “Tu me amas?” Porque pra Deus, é isso que importa.
    Obrigada Rodrigo, pelos ensinamentos , e que o galo cante para muitos.

  2. Texto bom de se ler, e que nos ajuda mesmo a cair em si e perceber quem somos, que temos mazelas. Uma das partes de que eu mais gostei foi a jogada de antítese: “Há quedas que nos erguem, há buracos que nos elevam
    a gente precisa ter consciência das nossas mazelas”. Coisa boa de se ler, rapaz. Gostei muito. Obrigado por me relembrar que o cair em si é necessário para o meu crescimento. Não sei mesmo quem eu sou, mas AINDA BEM QUE DEUS É. 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

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