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Mês: dezembro 2016

O Auto Retrato

No retrato que me faço
– traço a traço –
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore…
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão…

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Em que ser melhor para o próximo ano?

Sempre que o final de ano se aproxima, inevitavelmente fazemos avaliações, tentamos entender o que aconteceu no ano, onde erramos, onde acertamos, o que faríamos igual, o que faríamos de diferente. Então resolvi pensar em três coisas que gostaria que melhorassem em mim para esse próximo ano, e caso isso aconteça já será uma grande evolução. Talvez isso seja útil pra você também

Talmidim #002 – Poeira

Os rabinos antigos tinham um ditado para os meninos talmidim: “Cubram-se com a poeira dos pés de seu rabino”. Um talmid deveria seguir seu mestre tão de perto, andando bem atrás dele, a ponto de, ao final do dia, estar coberto com a poeira dos pés do rabino.
O que os rabinos estavam querendo dizer é o seguinte: “Observe atentamente, ouça com atenção tudo o que seu mestre diz, não perca nenhum detalhe da vida de seu mestre, porque ele, o seu rabino, é o modelo do homem que você está se tornando”.

A nueza da alma

A capacidade de concebermos uma expressão nua, sem qualquer invólucro daquilo que podemos gerar como filha do nosso comportamento, cultura e modo de vida, e que iconiza uma geração, uma idiossincrasia, um estilo, um sentimento, é capaz de gerar frutos artísticos que apenas trazem consigo, um retrato da alma e que em via de cada ser humano, possibilita formas de expressões variadas, porém, rotuladas; rotuladas, porém, diversificadas e por fim, ilimitadas e universais.

Pior

Frágil ser
Habitante do transitório
Universo de sentimentos
Emoções sem fim
Malabarista da arte existir (sobreviver)
Pensante
“Impensante”

Três Toques

Vida… Vida…
Que a vida siga!
Que a vida seja viva!
Que o dia não corroa!
Que o destino não corrompa!
Minha vida é minha!
Sua vida é sua vida!
Nossa vida é nossa!

Ai de mim!

Ai de mim
Se o orgulho se apoderar de mim
Se a simplicidade fugir da minha vista
Se o peso nas costas me impedir de caminhar
Ai de mim
Se o rancor foi maior que o perdão

Que tipo de recompensa você terá?

Não é apenas uma questão de fazer ou não o bem, mas também “como fazer”, e mais, “porque estamos fazendo”. Atos de generosidade são louváveis, contanto que nossa motivação seja pura e igualmente verdadeira. Jesus questionou veementemente pessoas que fazem suas “obras de justiça” para serem vistos pelos homens, pessoas que gostam de expôr publicamente aquilo que fazem de bom para serem aplaudidas, para receberem pontuações positivas em sua reputação, para terem seu ego inflado pelos elogios e felicitações. Jesus deixou expressamente declarado que para estes, não há outra recompensa a ser dada, senão a que procuravam: o bem-estar temporário do reconhecimento público.

Onde você está

Te procuro
Mas não te encontro
Vazio
Saudade
Escuro
Mas, paz
Sim, paz!

Talmidim #001 – Reflexões Diárias

Os meninos em Israel começavam a estudar a Torá aos 6 anos. A Torá era a lei de Moisés, o Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Aos 10 anos, ao final do primeiro ciclo de estudos chamado Beit Sefer, esses meninos já haviam decorado a Torá. A partir daí alguns voltavam para casa e aprendiam o ofício da família, mas os que se destacavam continuavam num segundo estágio, o Beit Talmud. Continuavam frequentando a escola judaica e estudavam sob a orientação de um rabino que os adotava para lhes ensinar mais profundamente a Torá e suas escolas de interpretação. Esses meninos extraordinários eram chamados talmidim, plural da palavra hebraica talmid, que o Novo Testamento traduz como discípulo.

Campina Orvalhada

Cantam os pássaros na campina orvalhada
Enquanto que o campesino caminha por entre
A relva pensando em sua amada que ainda dorme
sonhando com as delícias do amor da noite passada.
E enquanto que na campina o sol seca as folhas úmidas
pelo gozo da natureza, o campesino relembra seus últimos

Desabafo sobre a covardia

A maioria acha que suportar as coisas é uma virtude. Eu não quero falar se eles estão certo ou errado, eu quero só falar de mim: eu queria não poder suportar.
Eu queria não poder suportar a hipocrisia que há em mim, que há nos outros e denunciar de maneira mansa, amável, amiga, mas que descontruísse o que foi construído durante anos e que precisa ser derrubado.

Era Glacial do Amor

A temperatura da terra está aumentando, mas a do coração se esfriando. O número de pessoas falando em nome do amor cada vez mais maior, mas gente praticando o verdadeiro amor, ou seja, o bem sem interesse, a misericórdia sem ganhos secundários está diminuindo. Cumpre-se diariamente a profecia de que “o amor de quase todos se esfriará”.

E quando Deus faz silêncio?

Deus faz silêncio…
Nada acontece…
As coisas apenas seguem o curso da mecânica universal.
Deus faz silencio…
Os homens gritam, a igreja vocifera, os políticos denunciam, a mídia pauta ou constrói histórias, os teólogos deprimem-se, os filósofos sentem saudades de Sócrates e Platão, os pastores prometem bênçãos que as estatísticas cumprirão, os profetas tem seu preço, os piedosos gemem, os jovens sentem o engano, os idosos oram pelo que vão deixar com angustias piores do aquelas que um dia conheceram, e a brisa é feita de vento oriental—aquela que faz o profeta que não se vendeu desejar a morte.

Transcendência

Com raríssimas exceções, os grandes pensadores da história da humani­dade concordaram que o bicho homem é essencialmente um ser trans­cendente, que não pode encontrar sua realização neste mundo da imanência e que, portanto, como disse Fyodor Dostoyevsky, carrega no coração “um vazio do tamanho de Deus” e que vive repetindo a oração de Agostinho, chamado Santo: “O Deus, inquieto bate meu coração en­quanto não descansar em ti”.

Temporal

Temporal tem tempo
Tem hora
Tem pressa
Tem “voz”
Tem luz
Tem surpresas